Bar com Música ao Vivo
Dona Ai meu Deus, esse bar tem música ao vivo, e essa música começa sempre assim: dôoonaaa Desses traiçoeiros, sonhos sempre verdadeiros Iii, mal começou já fiquei confusa Oh! Dona desses animais Ela tem circo?
Dona dos seus ideais Humm poderosa Pelas ruas onde andas, onde mandas todos nós Essa música vai crescendo e vai assustando a gente, começou baixinho né: dooonaa Somos sempre mensageiros esperando tua voz Não sei o que vou dizer dessa frase não, vou ver se ouço também, pô gente, faz silêncio aee Teus desejos, uma ordem, nada é nunca, nunca é não Ai fiquei confusa de novo Porque tens essa certeza dentro do teu coração Fiquei mais ainda. Garçom, traz uma Sminorff Ice, traz a Black que tô precisando
Tan, tan, tan, batem na porta Ai que susto, tô dizendo que essa música deixa a gente tensa, a gente vem pro bar pra se estressar, que saco.
Não precisa ver quem é pra sentir a impaciência do teu pulso de mulher Tem certeza que é mulher? batendo na porta desse jeito, ai ai Um olhar me atira à cama, um beijo me faz amar, não levanto, não me escondo Ai eu vi firmeza, mas ainda tô achando que não é uma mulher não...
Porque sei que és minha, Dona!!! Derretido demais essa cara, tô desconfiando demais dessa música Dona desses traiçoeiros, sonhos sempre verdadeiros Ai começou a confusão toda de novo Oh! Dona desses animais, dona dos seus ideais Já sei, amigo, já sei, se acalme Não há pedra em teu caminho, não há ondas no teu mar, não há vento ou tempestade, que te impeçam de voar Ai eu vi, que mulé retada essa
Entre a cobra e o passarinho, entre a pomba e o gavião Peraê.....vamos analisar a frase acima com muito cuidado, minha gente
Ou teu ódio ou teu carinho, nos carregam pela mão Eu disse que não era mulher, eu disse
É a moça da Cantiga, mulher da Criação, umas vezes nossa amiga, outras nossa perdição Eu tô com medo dela O poder que nos levanta, a força, que nos faz cair Eita lêlê..ela joga na parede e manda chamar de lagartixa também? Qual de nós ainda não sabe, que isso tudo te faz Não me meta nisso não, que eu não vou nem esperar a Ice, tô saindo, fui
Dona! Dona! Dona! Dona! Dona!
Escrito por Irene Carballido às 00h27
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