Música ao Vivo
Ai, ai, o mato, o cheiro seu - Ai, ai, meu Deus, música o vivo no bar de novo, isso sim. Um rouxinol no meio do Brasil - Ainda estou pensando na primeira frase e ela me vem com essa que é bem pior O Uirapuru canta pra mim -Pô, não tinha um Bemtevi, um Queroquero. Uirapuru cantando e pra você? Acho que isso é tóxico. E eu sou feliz -Ouvindo um Rouxinol e um Uirapuru no meio do Brasil, quem não é? Só por poder ser, só por ser de manhã, manhã, manhã - Acordar com você deve ser um saco, repetindo as coisas. Manhã, manhã -Páaaara, já ouvi. Nessa clareira o sol se despe feito brincadeira - Rapaz, é por isso que o povo começou a descer na boquinha da garrafa, quem aguentava isso? Envolvendo quente a todo ser vivente - Essa música é da mesma época da de Fagner com "quem dera ser um peixe". É igual, diferente, mas igual. Da Terra e vai, canelada, pinholão, não, não, não, não - Eu já tô indo, indo, indo, indo. Não faço nada que perturbe a doida a louca passarada - Daí derivaram as músicas tipo a paradinha, dinha, dinha, dinha. Ou iniba qualquer planta dormideira - Puta que pariu, que é isso? Ou assuste as guaribas marinheiras - Eu preciso de um dicionário de músicas de Fátima Guedes, aliás, desde a primeira frase, preciso urgentemente, vou ler em casa. Encontra ponto com pardais urbanos - Tá piorando, alguém me salve dessa música. Parece aquele filme de Hitchcock:A invasão do pássaros. Tão felizes soltos dentro dos meus planos - Ela fez isso tudo só para rimar planos com urbanos? Mas boquiabertos que os meus vinte anos - E com vinte anos? Indóceis e livres como eu Oxe, parou assim do nada? Cadê o final dessa maluquice, minha gente? Ela se picou e nem fez o fim da música. Chega pra mim também, tô me picando. Se nem a cantora ficou não sou eu vou ficar.
Escrito por Irene Carballido às 10h14
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